domingo, 30 de setembro de 2012


Que o vômito de minhas palavras cuspidas, um dia validem essa tão esperada tentativa de fuga.  Pois não são só palavras que jogo aqui, são vertentes de um ser perdido que não busca por ajuda. Não precisa de ajuda. Precisa encontrar o lugar que lhe traga a mais quente das sensações de viver. E não há pessimismo nessa sentença de esperança. Há a dor de um esforço que nem sequer sabe se algum dia será reconhecido. 

Essa obscuridade do futuro assusta até a mais confortada das almas. O sobe-desce de pessoas ao seu redor, cada uma mais significativamente pior que as outras. Todas imperfeitas, todas lindas... ridículas...maravilhosas. 
Pessoas enigmáticas são arrebatadoras. É isso que aprendo aos murros.

Alguém espalhe em mim uma pitada de realidade, pois até agora vivo para e por minha própria visão de mundo. Influenciada, é claro, pelas mais diversas admirações em formato de mentes doentiamente magníficas.  Desgastada pela insignificância dos padrões de "quero ser".

E fico na espera de que algum dia essas palavras mofadas, e brutas de leve, se validem como solução para o conturbado mundo das sensações de viver. Exatamente essas palavras.

... 







quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Hipocrisia

Sabe aqueles ditados que dizem sobre cuspir no prato que comeu? Então, por mais chulos que possam ser, se aplicam a algumas situações do cotidiano. Eu já devo ter cuspido no prato comi, deveras. Todos nós somos assim. Mas, me estarrece  uma pessoa que cospe, vomita e ainda quebra o prato que lhe serviu algum dia.  Pois bem, vamos parar de metáforas, o que eu quero falar é sobre cotas.

Sou estudante de uma Universidade Federal, sou cotista pela minha condição social. Na época, foram cerca 25 por cento das vagas de cada curso, destinadas a cotista socais. Foram tempos de muitas discussões nas aulas do pré-vestibular, formado só por cotistas. Haviam os cotistas que não se importavam com porra nenhuma, queriam apenas as cotas, e as defendiam da forma mais idiota possível. E haviam aqueles que tentavam entender toda aquela questão.

Confesso que quando esse benefício apareceu,  fiquei com receio em aceitá-lo. Será que não era um preconceito contra mim mesma aceitar as cotas socais? Não. Não era. Nunca foi. E olha que eu demorei a entender. Só entendi mesmo, quando uma professora nos deu "um tapa na cara" em uma aula de literatura. Tuca, o nome dela. Nos disse sobre nossa condição. Sobre a demora da melhoria nas escolas públicas. Sobre a nossa ÚNICA oportunidade de estudar para o pré-vestibular naquele cursinho preparatório que nem, ao menos, era oferecido pelo governo. Iniciativa privada.

Vergonha? Por que vergonha em aceitar uma "reparação" que o governo, incapaz, teve de oferecer para tentar ver alguma mudança na história de ensino público superior?. Não, as cotas não são a melhor forma de se "reparar" uma educação deficiente. Mas, se é a única forma possível no momento, é preciso pararmos de gracinha, e aceitá-la. E foi isso que fiz. Aceitei. Sem vergonha alguma. Inclusive, hoje, estudando na Universidade Federal do Espírito Santo, arrisco-me a dizer que sou uma ótima aluna em minha turma. Cotista e ótima. Com toda a modéstia. Mas, é claro que não sou cega. Existem os cotista que entraram lá e largaram o interesse na porta de entrada do campus. Mas isso é caso para outra discussão. Isso é sobre interesse.


A questão que quero levantar é: Sei que as cotas não são um milagre da educação. Sei também escutar e até aceitar os argumentos de quem não é a favor delas. Mas, sempre recusei, de todas as formas, a ter que engolir as palavras sujas daqueles que são cotistas sociais, alcançaram a vaga que queriam, estão exatamente onde sonharam,  e hoje, diante das vagas reservadas para negros, têm a cara-de-pau de dizer: Cotas raciais não passam de preconceito!

Sabe o que é preconceito?  Preconceito é aceitar as cotas socais, se beneficiar e depois cegar-se contra a própria história de seu país, e ser contrário às cotas raciais. Então quer dizer que quando se trata sobre seu benefício, você aceita. Quando se trata sobre beneficiar a raça que mais sofreu e ainda sofre no brasil e no mundo, você é contrário. Parabéns, só não o chamo de idiota, porque acabei de chamar.

Sabe quantos negros tem estudam na minha sala? Três. contando comigo. Na universidade inteira? Acredito que não passa de 15 por cento.

Ao meu ver, quem é contra as cotas socais E RACIAIS. É mais íntegro do que quem aceita uma, para o próprio benefício, e recusa a outra porque não passa de um egoísta.  Isso sim é ser racistas. Aquelas típicas pessoas que, em suas épocas de cursinho,  defenderam as cotas socais com o argumento de que nem todos são iguais, porque não vivem a mesma realidade. E agora, bradam sem vergonha alguma afirmando que todos são iguais sim,  e diferenciar um do outro é preconceito. 

Um (DES)conselho para vocês, não se levem a sério. Jamais.








Magalli Souza Lima















quarta-feira, 25 de julho de 2012

Há tempos não apareço aqui. Não por falta de tempo, nem por falta de vontade. Acho que travei, andei lendo demais, quando leio e passo a amar alguns escritores, não consigo escrever, fico apenas mergulhando nas obras e me imaginando ser tão foda quanto eles na escrita.

Continuo morando no segundo/terceiro andar. Segundos/terceiros andares perseguem minha família. Estamos sempre no alto, sempre olhando as pessoas de uma perspectiva superior. Mas isso só se aplica à moradia. E temos uma longa varanda com rede de dormir e passarinhos por perto. Muito inspiradora. Mas as ruas aos arredores são paradas, monótonas, cheias de velhas  e velhos ranzinzas que implicam com os barulhos daqui de casa. Resumindo: Varanda linda, mas não pode usá-la para confraternizações com amigos bêbados e música alta. 

Continuo morando com meus amores, mas não trago novos amores. Apenas aqueles que não sabem que são meus amores. Não por falta de coragem. Por falta de vontade de dizer mesmo. Viro amiga e pronto, já é o suficiente para ver as palavras burras que soltam de vez em quando e os pensamentos tolos que voam das cabeças deles. Enfim, e a vida segue, com uma rotina menos dura e mais viva.

sábado, 5 de maio de 2012




Quantos traumas você sofre por semana? Venho me perguntando isso há algum tempo. Será que as pessoas têm esse tipo de pensamento.(?). Ao menos algumas delas deveriam ter. Aquelas que vejo nos terminais de ônibus, nas passarelas da universidade, nas ruas dos bairros por onde passo. Torço pra que algumas delas se perguntem sobre isso, epenas uma. E que essa "uma" não seja... eu.


Quantos traumas você sofre por semana? Eu sofro sete. Um por dia. Trinta por mês. Fragmentos deles por minuto.
Quando me cobram por algo que não quero fazer. Quando me impõem lições. Quando a vida sorri clara, mas me intimida nessa fria rotina. Quando acordo mal, quando acordo bem. Quando penso que viver não deveria ser se submeter às vontades alheias. Até quando desconhecidos me encaram torto. Até quando eu mesma me intimido.


E você? Quantos traumas você sofre por semana? Não me pense na reposta, não me faça acreditar que estou nessa às tralhas. Percebi que cada trauma já se incorpora perfeitamente em mim, às vezes até tentam vir amenizados. Por outras, vêem repetidos, devagarzinho, sem quererem incomodar. Mas não adianta, são traumas, todos são traumas. Até respeito-os, se não fossem por eles, não estaria assim. Fria e quente, calma e eufórica, morta e viva.
Traumas não têm cura. Eles passam, como romances platônicos, amores perdidos. Então, vivo em prol de me livrar de um, e me render a outro.



Mas, são sete traumas por semana. São muitos. Fico me perguntando, novamente, será que nunca vou me livrar deles. (?). Será que todos são assim, quantos traumas você sofre por semana?



domingo, 18 de março de 2012

Futebol é chato. Programas de TV no domingo também são chatos. conversas mecânicas são chatas e irritantes. Pessoas superficiais são extremamente chatas e... a superficialidade é chatíssima. Ter conta no banco é chato. Não ter dinheiro é estupidamente chato. Não ter tempo para o ócio é horrivelmente chato. Não ter um bichinho de estimação também é muito chato. Envelhecer é nostalgicamente chato. Mas amadurecer é chato e bom. Ler sem vontade é chato. Engordar sem perceber é mais que chato. Se sentir feia em dias não propícios para isso, é chato. Gastar o dinheiro dos pais é bem chato, mas a gente acostuma. Não ter sobremesa depois do almoço é tristemente chato. Se despedir das pessoas é chato. Saudade é boa, mas é chata. Tristeza é criativamente chata.  Não ter assunto é chato. 

É tanta coisa chata na vida, que quando se encontra algo bom, a gente ama de verdade. A fim de que o amor apague as drogas chatas da vida... Mas, o amor não ofusca as coisas chatas. Ele só nos faz não nos importarmos com a existência das coisas chatas. E depois que ele passa, tudo volta a ser chato. O mundo é chato, as aulas são chatas, os parentes ficam a cada dia mais chatos. As pessoas felizes são chatas. As tardes sem músicas são incansavelmente chatas, os chefes são filhos da puta chatos. É chato sentir tudo chato.


domingo, 11 de março de 2012

Café

Sempre ouvi dizer que quem tira as bordas do pão, bom sujeito não é. Pois é, não sou uma boa pessoa. Não consigo comer aquelas cascas secas do pão. Coloco café no copo e também não consigo beber tudo. Sempre deixo um pouco no fundo. É que no fundo, se aglomera uma nuvem preta de café, não é ruim, mas não dá vontade de beber. E eu, eu só faço o que me dá vontade. As coisas bobas da vida, eu só faço se quiser. Porque pelo menos assim, sei que posso escolher alguma coisa na minha vida. Já bastam as que eu não posso escolher. A parte burocrática da ‘real life’. Estudar, trabalhar, pagar contas, acordar cedo, ser educada, usar calça jeans no calor. Putz. Usar caça jeans no calor é a pior parte. Não menos pior que agradar pessoas que eu não quero. Não menos pior que almoçar sem fome. Não menos pior, nem sei se essas três palavras juntas podem soar corretas e harmônicas.  Só sei que a vida é uma grande, enorme, gigantesca mentira disfarçada de boa pessoa. E eu não quero ser assim. Sou ruim. Sou chata. Sou egoísta quando quero. Sou rancorosa, sou ruim. Sou ruim sem querer ser, só por natureza. Você não me engana vida. Nunca conseguiu.

sábado, 10 de março de 2012

As pessoas. Ah, as pessoas

– As pessoas nunca admitem o que elas pensam.

– Porque você tá falando isso agora?

– Porque essa talvez seja a única verdade do ser humano. Não admitir que tenha opiniões medíocres, estranhas, egoístas ou até bobas sobre trocentas coisas.

– Tá e daí? Isso muda alguma coisa?

– Se isso muda alguma coisa? [Risos] Isso muda absolutamente tudo; acho que muda até a índole humana.

– Mas, existem pessoas que dizem tudo o que pensam!

– Claro que não! Me apresenta alguma?

– Você.

– Eu?

– Você sempre fica filosofando sobre a vida, dizendo mil coisas que nunca fazem sentido, mas são interessantes. Você me conta segredos bobos. É você a pessoa das verdades.

– Eu! A pessoa das verdade!?!?! Não mesmo....

–... Você sempre tá certa sobre alguma coisa. As pessoas ao seu redor são sempre ignorantes, estranhas, acéfalas. Isso irrita ás vezes.

– Ai, tá vendo? Você sempre pensou isso, mas nunca me contou e nem iria me contar se eu não tivesse falando sobre essas coisas.

– Tá, tá bom. Eu percebi que você é assim, mas eu nunca quis falar para não te irritar e, provavelmente, você iria me achar “o” ignorante como tá achando agora!

– Não, eu não tô te achando um ignorante. Na verdade, de todas as pessoas que eu conheço você é um dos únicos que não é ignorante.

– Tá, mas então eu vou aproveitar e dizer também que nem sempre você tá certa. Apesar de saber falar sobre tudo, você nem sempre tá certa sobre as coisas.

– Eu sei

– Não, você não sabe disso! Eu acabei de te contar, porque eu sei que todas às vezes que você conversa sobre alguma coisa, você acha que tá certa! E você tá fazendo isso agora, comigo!

–Quê? Só porque eu disse que eu sei que nem sempre estou certa.

– Ai, percebeu?

– Cara! Você pensa isso mesmo?

– Eu não tô viajando! Eu tô tentando provar que você nem sempre tá certa, e quando eu falo isso você deveria aceitar e não dizer “ah, eu sei”, porque ai você faz exatamente o que to criticando.

– ... Sério. Desculpa. Mas eu sei que nem sempre tô certa sobre as coisas. O meu problema é que quando eu falo, tento retirar algo bom dos argumentos das pessoas, mas ai elas vão e fodem com tudo.

- Eu já fodi tudo?

- Não. Você que é foda.

- ...

- ...

- E porque você acha que as pessoas têm medo de dizer tudo o que pensam? Eu acredito que seja por termos medo de nos mostrarmos como preconceituosos, ignorantes, radicalistas, desinformados...

- É melhor um cara viver como um imbecil com um único amigo, do que se mostrar extremamente realista e não ter ninguém por perto.As pessoas não dizem o que pensam por isso, por medo de perder as outras... Eu já tive medo de perder pessoas, hoje eu simplesmente finjo que não tenho mais.

domingo, 4 de março de 2012

Música + calor + churrasco + cerveja

Sabe o que me veio à cabeça agora? Que tenho mais 20 anos para me sentir velha. Tenho mais tempo para achar que estou fazendo errado. Só me veio à cabeça isso. Eu sou jovem, porra! O tempo continua passando. Mas eu ainda sou jovem. 


Não sou mais aquela imbecil que acha que vai mudar o mundo com uma caneta na mão. Mas ainda sou jovem. O Mundo continua girando ao meu redor. Ainda penso que as pessoa são retardadas e eu sou avançada para minha idade. Permaneço com aquela coisa de imaginar que não me encaixo em nada e nenhum lugar. Ainda posso beber coca-cola gelada sem sentir os dentes quebrando. Ainda posso amar um bichinho como se ele fosse meu irmão e não meu filho. 


Ainda sou o futuro da minha família. Da minha mãe. Do meu pai. Dos meus tios.


Só presenciei o mandato de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. Eu sou Jovem, porra! Meus ídolos são novos, mortos, mas novos. Minhas músicas são inaudíveis para meus pais. Meus escritores preferidos são contemporâneos. Meus poemas são abstratos.


E sabe qual é o alívio de você saber que ainda é jovem? é você realmente saber que ainda é jovem. Quando o maior medo é conseguir se definir como pessoa. A maior aquisição é arranjar um emprego de  quatrocentos contos. Ter dinheiro para comprar Cd's e livros. Esperar um show como se fosse a coisa mais importante da vida. Amar e odiar tudo com a mesma brevidade da existência de um bolo de chocolate com morangos na geladeira de casa.


Saber falar "acabou" e "começou" com a cara mais lavada do mundo. Desfazer-se de pessoas e rir disso. Depois se sentir uma ditadora. Depois sentir angústia. Depois não sentir mais nada. Achar que tem alguém o tempo todo filmando a sua vida, porque você se sente um fodão incompreendido. É olhar p/ aquele religioso tradicional com certa pena. É saber que aquele cd que tá guardado na cômoda é muito, MAS muito mais importante do que deus pra você. Mas poucos tem a coragem de admitir. Eu tive.


É tudo isso aí que falei. Eu senti agora. Nesse calor infernal que me faz querer hibernar fora do tempo... Faltou uma coisa: Quando se é jovem a rotina, qualquer rotina, é uma merda. Mas é uma MERDA com letras maiúsculas!




PS: Eu ainda vou conhecer o João de Santo Cristo!




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Piedade

Que o Mundo me dê vida longa por levar essa vida tão calma e pacata.
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Que o Mundo me dê surpresas mesmo eu não surpreendendo em nada a ele.
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Que o Mundo me gratifique por só acreditar em minha força unida a dele.
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Que o Mundo me guarde bombons quando tudo estiver indo de mal a pior.
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Que o Mundo masturbe a minha mente com seus problemas para me manter ocupada.
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Que o Mundo me faça perder a noção de realidade por alguns momentos.
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Que o Mundo saiba entender que não sei lidar com certas situações.

Que o Mundo tenha piedade de mim nesses 20 anos de vida em que 'matei' de desgosto tanta gente.
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Que Mundo me perdoe por não perdoar todos que gostariam de ser perdoados.
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Que o Mundo se esqueça de mim só quando eu não valer mais as merdas que penso.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Quarentena

Eu estou bem, não se preocupe. É que os dias andam tão devagarinho que eu acabo sendo levada como uma pluma flutuando entre rajadas leves de vento. É como se eu estivesse em quarentena, num momento breve, mas eterno de descanso. Não sei bem, mas acho que a morte deve ser parecida com essa sensação de ficar guardada em algum cantinho, com um livro bom entre as mãos e uma rede de balançar. 

Eu preciso de momentos como esse. Eu sou uma pessoa estranha. Depois dos períodos de rotina, preciso aquietar em alguma brecha largada de tempo . É o momento onde vou me reconstruir  para voltar ao mundo com as energias vibrantes. Atualmente, nem tão vibrantes assim. 

Gosto dessa temporada de sonos longos, pensamentos repaginados e risadas frouxas. Me sinto escutando minha música favorita em looping eterno. Consigo escrever tudo o que brota da minha mente nas horas mais improváveis do dia ou da noite. Nada me escapa. Penso na vida, em prováveis soluções para meus problemas, em quem eu queria ser quando criança. Em quem eu penso ser agora. 

 A parte ruim dessa espécie de quarentena planejada, é que não fico privada de pensamentos ruins e pessimistas. Acabo pensando em coisas tristes e me acostumando com isso.  Vai ver a vida é assim, não há descanso sem distúrbio. E, ao se aproximar o fim dessa quarentena, o tempo se mostra tão propício a uma nova fase de repouso, que eu começo a vida sem vontade alguma.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Chato pra caralho

Mais um ano começou. Fique atento. Saiba que se você ainda não tem planos, não é a hora de dizer que este será o "seu" ano. Planos só começam quando outros acabam, é uma continuidade. Se você ainda está no primeiro, então não seja tão seguro de si, apenas dedique a sua vida para que ele dê certo, senão, não haverá uma sequência digna a seguir. Contudo, o ano pode ser bom mesmo sem planos. Apenas, se deixe levar. Não seja um imbecil perdido na vida. Seja um perdido procurando viver.


Não diga baboseiras do tipo "vou aprender com os meus erros", quem diz isso, é porque, deveras, não aprendeu nada com as merdas que fez e, provavelmente, continuará a fazê-las. E não espalhe para os quatro cantos que vai excluir certas pessoas do seu ciclo social. Se você realmente quisesse fazer isso, pararia de jogar indiretas pelas redes sociais e encararia a pessoa de frente. A covardia do século XXI é mais do que vergonhosa. 


Se você se sente um idiota no meio de alguns amigos, então assista a filmes, leia livros, escute música e escreva. Escrever para si mesmo é a melhor das terapias. Mas converse. Converse com seu amigos, com sua mãe, com pessoas não tão próximas. Com o tempo, você vai se conhecer melhor. E se a meta da sua vida é encontrar um amor, então nunca desista. Mas, lembre-se, existem tantas formas de amor, milhares delas, aprenda a reconhecê-las.


Saiba entender a particularidade das pessoas, elas não são iguais. E pare de procurar defeito nos outros. Se uma relação não vai bem, mesmo com esforços, não tente provar que a outra pessoa tem problemas ou está errada. Apenas aceite que pessoas com rumos diferentes na vida, nem sempre conseguem se entender.  E principalmente, cresça, não pare no tempo. Imaturidade, falta de noção e blá blá blás cansam!

Saiba reconhecer quando você está sendo um filho da puta ou um sacana. E se  você quer saber a verdade, eu não acredito que ninguém comece o ano seguindo uma lista de coisas a serem feitas e coisas a serem deixadas para trás.  Nós todos nem sabemos com o que iremos lidar. Na melhor das hipóteses, não siga regras.  E sim, quando você escolhe não seguir regras, você está, na verdade, seguindo uma regra.







Magalli Lima