sábado, 8 de outubro de 2011

Eu, por mim mesma

Minha mente me avisou da ausência que paira em mim mesma, sinto falta de me olhar no espelho, de observar minhas mudanças, das noites aconchegantes de sono depois das leituras profundas. Sinto a necessidade de escutar minhas músicas, de conversar com meus amigos, de observar minha própria vida e julgar os meus atos tão calculadamente pensados e perdidos.

Por um breve momento, quis me enganar em achar que essas minhas "saudades" são apenas prazeres pequenos e bobos. Mas, a verdade, é que cada um desses "minúsculos e irrelevantes" desejos formam a pessoa que sempre fui, apaixonada pelos pequenos detalhes e prazeres, como deitar no sofá, no escuro, e pensar sobre as coisas mais tolas da mundo.

Tentei procurar motivos para provar a mim mesma que não sinto tanta falta da minha essência, e foi aí que percebi: parei de escrever para mim, abandonei meu blog - o primeiro lugar em que consegui por em prática uma parte do que sinto e penso - depois disso, a única coisa que posso fazer é admitir, eu não estou sendo eu por completo, e isso arde como um arranhão contínuo na pele.

Tenho vivido como uma zumbi, andando, olhando, estudando, trabalhando, comendo e esperando noites de sono medíocres e vazias. Viver se resume em uma rotina que, na maioria do tempo, me faz sentir raiva, repulsa, desgosto e desprezo. Nada me agrada, tudo é insignificante e sem objetivo. Na maioria do tempo tento ser alguém comum, mas como? eu não acredito em nada, em quase ninguém, em nenhuma divindade e isso já me torna um ser estranho.

Quero mesmo é largar tudo isso, redescobrir os prazeres que me faziam deixar a vida  correr comigo. Eu quero ter tempo para cantar, sonhar, escrever, traçar minha vida e por meus planos em prática. Nunca quis tanto voltar no tempo, voltar a ser criança, mudar alguns rumos, ajeitar outros e não me perder nessa trajetória.

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