domingo, 8 de maio de 2011

A fórmula simplista

 Não sei se quero que descubras. Por um acaso,
 que a ardência de suas orelhas, 
 resulta de minhas tantas conversas sobre você.
 Mas, não se encabule. 
 São só conversas minhas,
 espelhadas, sobre você.

 Sei que lhe doem as orelhas, avermelham.
 Pensei que pensar. Talvez. Quem sabe,
 pudesse amenizar a dor.
 Me enganei, agora nem falo mais.
 Penso rápido, e já me basta.

 E se ainda assim
 arder-lhes as orelhas,
 não se preocupe. Pararei.
 Mas, não pense que é definitivo.
 Afinal, gastei minhas semanas a pensar
 em como posso não gastar suas pupilas-orelhas.


Descobri uma forma de não avermelhá-las 
(A qualquer momento)
Porém, admito, ainda vai lhe doer. 
Por algum mísero tempo. 
Mas, advirto, será curto, breve.
Aliviará em instantes.

A fórmula é escrever.
Gastar algumas linhas, 
sobrevoando sua áurea.
Traçar algumas palavras e,
 quando eu sentir que basta.
Apenas coloco um ponto final.


PS: Mas volto em outro dia.





Magalli Lima

2 comentários:

  1. Parabéns, Magali! Belo poema!
    Adorei a forma como tratou das orelhas avermelhadas... resultado de conversas sobre o objeto falado! Ótimo! ;D
    Passarei por aqui de novo, flor!
    Beijos,
    http://andressale.blogspot.com

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  2. "A fórmula é escrever". Tinha que ser jornalista. Adorei o texto Maga, sempre gosto de ler suas postagens. Continue assim. Beijo!!!

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