terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O brilhante infeliz

Olhos secos não querem dizer amargura, o significado nunca está certo.
Correr demais e não saber o porque, mas não é medo, não é medo.
Jornais desinteressantes, não é você, são mesmo uma monotonia egoísta e passada.
Copos de café cada vez mais vazios, a sobriedade quer se manter viva.

Conspirar não dará certo, deixe tudo como está e ninguém vai perceber.
Não existe sorte, beije o que conquistou e seja feliz.
A falta de tudo sempre vai causar dor, não minta pra si mesmo, você perdeu.
Está tudo bem, não despreze a felicidade que te mantém ácido.

Ninguém disse que enxergar o que poucos vêem seria fácil,
mas não finja que dá para recomeçar, apenas mate quem inventou essa palavra.
Desprezível índole que lhe faz ser um enigma, pessimismo é mesmo seu ingrediente.
Suar com a alma é para poucos, apenas continue.

Sem ardor no coração, sem danças no fim das contas, e o que é tão ruim assim?
Não seja ridículo, não se limite ao frívolo,
apenas lembre-se: Não procure lástimas em um copo com álcool,
pois encontrará nele o mais belo e fiel dos romances.
Acredite, um dia será o melhor brilhante infeliz que o mundo há de se imaginar.





Magalli Lima

3 comentários:

  1. Maga, fez esse texto pensando em mim não né? Brinks, um pouquinho de presunção da minha parte, mas quer ser minha psicóloga? Acho que estou precisando de uma. Abração, colega de profissão, adorei o texto!!!

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  2. Hhsuahsaush, acho melhor fazermos terapia juntos! E depois sentamos e escrevemos uma folha de jornal para loucos lerem, dará certo!

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  3. Hum...ta aí Maga, até que não é má ideia. Ou será que é? rsrsrsrsrs

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