quarta-feira, 24 de março de 2010

Todas as faces




Não falo do lado bom ou ruim, da parte bonita ou feia. Falo do pensamento, dos credos, dos ensinamentos religiosos ou nada religiosos que cada um segue, e ACHA ser o mais correto. Não é preciso conversar com um amigo para saber a maneira que ele segue a vida, basta observar atitudes, frases, roupas, e até cabelos.
São com observações que se descobre algumas verdades escondidas de cada ser. Os religiosos que andam "bem vestidos" e espalham a leitura da bíblia pelas casas em dia de domingo, antes de nos cumprimentar sempre olham as roupas que cada um veste, são eles os que julgam por aparência.

As meninas descendentes de europeus que namoram a mesma linhagem, são em grande parte racistas, mas não admitem. Os alunos de instituições privilegiadas que estudam muito para o vestibular e não passam por causa das cotas, são compreensivos?...NÃO, são a base da raiva que permeia os contras dos cotistas. E os privilegiados com as cotas que pretendem ser médicos mas acabam por terapeutas ou farmacêuticos, são eles as pessoas que não apostaram no próprio potencial.

Os filhos de abastados que se abrigam nas drogas ou na violência, são eles acomodados pela fartura e carentes de sentimentos. E os filhos dos não-abastados, que sem envolvem com drogas e tráfico, são eles acomodados,mas não pela fartura, e sim pela miserabilidade que o Governo impõe sobre eles, aceitam passivos.

Aqueles que sempre precisam lembrar das próprias conquistas, são eles carentes de si mesmos. Os que optam pela maneira mais fácil e simples, são eles conformados com a inferioridade. Já os que não se abalam quando vêem um pai que mata a própria filha pequena, são as pilastras que o "meio" formou.

Quando alguém nega algo, dizemos que são egoístas. Se entregam tudo de bandeja são manipuláveis, se riem de tudo é porque não têem nada a dizer, se nunca têem opinião é por falta de personalidade, se não firmam compromissos são irresponsáveis, se nunca estão na hora devida não são confiáveis.
Julgamos o tempo todo, eu acabei de julgar centenas de coisas, você nesse momento deve me julgar pelo o que escrevi. Somos formadores de opinião, não negamos a raça de cochicar, falar mal, comentar, reclamar, e seja lá quantos títulos a palavra JULGAR recebe, não temos de nos envergonhar pois fazemos o tempo todo, agora.

terça-feira, 16 de março de 2010

Retas e desvios



Nunca me perguntei o que realmente quero da vida, o que espero dela, talvez não tenha me questionado por falta de uma resposta. Na verdade, é algo que nunca ouvi de nenhuma pessoa, todos esperam por alguma coisa, mas ninguém sabe o que. Há objetivos, e são eles que me guiam, também são eles que mudam meu rumo. A única pergunta que me fiz e quero responder todos os dias é a respeito da felicidade. E defini: Eu sou feliz!

Nada na vida é irrelevante, até quando se chora no quarto sozinha, trancada, há algo relevante nisso, talvez o poder de saber se conter, se segurar e buscar força dentro de si, ou talvez apenas o poder de esconder a frustração. Decidi que nada será como acontecer. É claro que não quero modificar a vida, pois é um tanto estranho, mas os caminhos nós que traçamos sozinhos, e nos afogamos com aguá do nosso próprio suor, ou de nossas lágrimas.

É comum ouvir dizer: "Se eu voltasse no tempo nunca mudaria minhas atitudes". Não concordo, gostaria de ter uma oportunidade de rever certos conceitos que hoje não valorizo em mim, reveria meu tempo, minhas privações, meus medos, meus erros. E se é com erros e objetivos que se constrói uma vida, todos somos cúmplices da nossa tragetória. Talvez eu esteja sendo um pouco egoísta nessa teoria, pois se assim for somos os culpados por sermos nós mesmos. Assim, o motorista de ônibus merece tal emprego, o vendedor de balas construiu a própria ponte que segue, a dona de casa procurou o casamento, o andarilho andou até onde pôde, e eu escrevo para frisar que quero ser alguém na vida.

Não acredito em destino, mas sim em coincidências. Se alguém encontrou o amor perfeito em uma fila de loteria pode se considerar sortudo, e não "o escolhido". Também não acredito em "vida perfeita", há quem diga que um carro na garagem, uma casa própria e um salário de 5 mil reais é indicio de uma vida boa, provavelmente o dono disso tudo deve ser feliz SIM com o que tem, mas há quem "faça" a mesma felicidade fluir em condições de: Casa alugada, ônibus todos os dias, e salário de quinhentos reais.

A única coisa que não busco é a auto-suficiência, pois assim como diz a propaganda: "Ninguém vive triste, sozinho". Eu quero pessoas na minha vida, pois são elas que modificam meus objetivos e me fazem gritar, odiar, rir, brincar e gostar. Não me imagino daqui a dez anos, e nem quero imaginar, pois nem eu quero que meus planos dêem certo por completo, admito, não quero acordar de repente e perceber que tenho uma vida normal. Normal não é o que busco, é o que todos imaginam na mente, cada um de uma forma diferente, é isso, quero que o MEU normal seja diferente!


Ass: Magally Lima