terça-feira, 16 de março de 2010

Retas e desvios



Nunca me perguntei o que realmente quero da vida, o que espero dela, talvez não tenha me questionado por falta de uma resposta. Na verdade, é algo que nunca ouvi de nenhuma pessoa, todos esperam por alguma coisa, mas ninguém sabe o que. Há objetivos, e são eles que me guiam, também são eles que mudam meu rumo. A única pergunta que me fiz e quero responder todos os dias é a respeito da felicidade. E defini: Eu sou feliz!

Nada na vida é irrelevante, até quando se chora no quarto sozinha, trancada, há algo relevante nisso, talvez o poder de saber se conter, se segurar e buscar força dentro de si, ou talvez apenas o poder de esconder a frustração. Decidi que nada será como acontecer. É claro que não quero modificar a vida, pois é um tanto estranho, mas os caminhos nós que traçamos sozinhos, e nos afogamos com aguá do nosso próprio suor, ou de nossas lágrimas.

É comum ouvir dizer: "Se eu voltasse no tempo nunca mudaria minhas atitudes". Não concordo, gostaria de ter uma oportunidade de rever certos conceitos que hoje não valorizo em mim, reveria meu tempo, minhas privações, meus medos, meus erros. E se é com erros e objetivos que se constrói uma vida, todos somos cúmplices da nossa tragetória. Talvez eu esteja sendo um pouco egoísta nessa teoria, pois se assim for somos os culpados por sermos nós mesmos. Assim, o motorista de ônibus merece tal emprego, o vendedor de balas construiu a própria ponte que segue, a dona de casa procurou o casamento, o andarilho andou até onde pôde, e eu escrevo para frisar que quero ser alguém na vida.

Não acredito em destino, mas sim em coincidências. Se alguém encontrou o amor perfeito em uma fila de loteria pode se considerar sortudo, e não "o escolhido". Também não acredito em "vida perfeita", há quem diga que um carro na garagem, uma casa própria e um salário de 5 mil reais é indicio de uma vida boa, provavelmente o dono disso tudo deve ser feliz SIM com o que tem, mas há quem "faça" a mesma felicidade fluir em condições de: Casa alugada, ônibus todos os dias, e salário de quinhentos reais.

A única coisa que não busco é a auto-suficiência, pois assim como diz a propaganda: "Ninguém vive triste, sozinho". Eu quero pessoas na minha vida, pois são elas que modificam meus objetivos e me fazem gritar, odiar, rir, brincar e gostar. Não me imagino daqui a dez anos, e nem quero imaginar, pois nem eu quero que meus planos dêem certo por completo, admito, não quero acordar de repente e perceber que tenho uma vida normal. Normal não é o que busco, é o que todos imaginam na mente, cada um de uma forma diferente, é isso, quero que o MEU normal seja diferente!


Ass: Magally Lima

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