quarta-feira, 8 de abril de 2009

Caótico?


E é sempre assim, a mesma pergunta por todos os lados: Por que o Mundo está um caos? a resposta nunca é complexa, e sempre há multidões que concordam.

Porém, de uns tempos pra cá eu não tenho respostas para essa pergunta, e isso se deve ao simples fato de que, desde criança ouço as pessoas dizerem que o Mundo está um caos! Meus avós e pais nunca deixaram de se queixar da mesma situação, e isso só me levava a pensar que antigamente, bem antigamente o Mundo deveria ter sido uma maravilha, mas a verdade é que nunca foi, todos teimam em repetir a mesma frase, no entanto julgam e enxergam de forma errada.

Sempre quando acontecem catástrofe, roubos, sequestros, mortes e violência as pessoas indagam que vivemos um um lugar perdido, desorganizado, anárquico, e não param pra pensar que nunca houve um tempo só de calmaria e paz. E a prova disso está nos nossos antepassados, que viveram em situações talvez piores que a nossa, como as Guerras Mundiais, os períodos de bombas, as ditaduras, as perseguições, até nos tempos da Grécia ocorreram momentos desastroso.

Se o planeta foi feito para nós, e ainda assim é caótico, significa que somos seres confusos e desordenados e a Terra apenas transparece isso. E é a partir desse entendimento que hoje eu levo minha vida sem frases feitas e sem respostas óbvias, apenas aceitando e agradecendo por estar viva em um lugar que é a minha e a sua cara!






Magalli Souza

sábado, 4 de abril de 2009

Olhando para o Teto


Sempre quando não se tem nada pra fazer agente simplesmente não consegue fazer nada, ou seja, a falta do que fazer causa preguiça. E isso é pura verdade usando a lógica de que, quando eu não tinha tempo pra nada conseguia fazer tudo o que queria, é claro que eu reclamava, mas sempre dava um jeito pra tudo.

Agora não, é como se fosse uma regra que meu corpo teima em seguir, hoje mesmo( sábado) eu acordei disposta estudar, escrever,arrumar, antecipar... E até agora ( 19:23) as únicas coisas que fiz foram um tanto irrelevantes, e isso me frustra, pois para um ano em que eu planejei fazer tantas coisas, simplesmente já é Abril e eu não cumpri minhas próprias promessas.

Aos poucos me causa uma angústia, minha meta desse ano é a UFES e o meu cursinho ainda tem duas semanas pra começar, ou seja, pouco menos de oito meses para estudar até o vestibular, e isso não é bom se comparado aos estudantes que estão desde Janeiro dentro da sala de aula, mas ainda assim não posso reclamar de muita coisa, pois passei em um curso técnico público e um pré-vest público também, e isso é um estímulo.

No entanto, apesar dessas conquistas não há nada que me possa tirar a insegurança, pois se alguém falar que não se sente inseguro diante de um sonho estará mentindo, a insegurança faz parte desse processo de realizações, e se não fizer é porque não existem sonhos almejados.
E é isso o que mantém de pé, os meus sonhos, que para alguns podem ser pequenos ou exagerados, mas para mim é do tamanho certo, e quando eu realizá-los virão outros e outros.

E por enquanto eu permaneço aqui, na sala olhando para o teto, que parece sem graça agora, mas foi o estímulo para eu escrever esta postagem, e é por isso que ele merece a foto central de hoje, pois além de me ajudar indiretamente a escrever ainda conhece tudo sobre minha pessoa, já imaginou se tetos falassem? não quero nem pensar o que diriam de mim!








Magalli Souza


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Tudo Mudou Por Aqui



Tudo mudou por aqui,
porque tudo sempre muda e não vai parar.
Amigos mudam, coisas mudam, o mundo muda, você muda
e eu nada faço além de tentar acompanhar esse ritmo.
A minha mudança é diferente, lenta, aos poucos, não porque é meu ritmo,
mas porque eu quero, é fascinante descobrir que todos seguem um rumo
e eu fico só a observar (seguindo o meu também, que não é nada desinteressante).





Amigos crescem e se tornam irreconhecíveis,
familiares envelhecem e agente nota que a vida passa rápido,
lugares se modificam e não são mais nossos cartões postais de memórias antigas.
E o vento leva tudo, as vezes sem deixar rastros para trás.





É incrível a quantidade de pessoas que passam por nossas vidas
já parou pra contar quantas pessoas já te cativaram?
Desde criança sempre temos um melhor amigo(a), o tio mais engraçado, a professora mais querida, o colega mais bobo, o grupo mais louco e juramos nunca esquece-los.
Mas o tempo passa e eles acabam se tornando, o antigo amigo verdadeiro, o velho tio que já não é tão engraçado, a professora que já não é mais jovem, o colega bobo que cresceu e ficou sério e o
grupo louco que se separou e já não mais existi.





O espelho muda, e a cada dia surgi uma imagem diferente, mais madura
mais imponente, talvez mais séria ou mais largada, com sonhos novos ou antigos,
cheia de lembranças, amores e desamores.
E é sempre assim, seguindo um ritmo que levamos a vida, o meu a cada dia encontra um
tempero diferente, quero o sossego do samba, mas também a loucura do rock,
a leveza lírica e a doçura do folk, eu quero ver a vida sorrindo pra mim, e quero sorrir pra ela,
e talvez o mundo me dê uma chance de fazer dessa mistura um novo estilo de viver!







Magalli Souza