domingo, 13 de setembro de 2009

Inovação


Acredito na inovação das pessoas, e considero essencial para o desenvolvimento de mentes pensantes, sejam inovações copiadas de ídolos ou criadas a partir de ídolos. Não creio que seja fácil criar coisas nunca pensadas antes, pois no momento em que vivemos é quase "impossível" pensar em algo que ninguém nunca escreveu em um papel.

Só Leonardo Da Vinci foi cientista, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e musico. Nasceu no séc. XV e já idealizava o helicóptero, o tanque de guerra, a calculadora e outras centenas de engenhocas. Se naquela época ele já havia descoberto objetos que só seriam aplicados a partir do séc. XIX, imagine hoje o que os homens já criaram e idealizaram.

Na minha opinião não há muitas coisas a se criar, o que eu criaria? um robô terrorista para destruir a casa "blanca", ou uma máquina do tempo que pudesse ir atrás do Elvis, ou do Bob Marley. Coisas complicadas (e que com certeza alguém já pensou antes de minha humilde pessoa).

A história da Rock por exemplo, um senhor já de idade que tem muitas coisas a contar. Desde Elvis , Beatles, Ramones, Kurt Cobain, ACDC , Rita Lee, Raimundos... Até hoje, onde o termo "Rock" é colocado em cima de estilos melódicos, simples, iguais, com letras dramáticas que pregam a típica "dor de corno" do sertanejo (do qual nada tenho de oposição).

O cenário atual de música está igualzinho demais, todas as bandas que surgem buscam as mesmas coisas, até os vocalistas tem vozes iguais e femininas. E em meio e esse cenário, se perdem os "rebeldes da música", os rockeiros engajados, inteligentes, prontos para dizer o que pensam sobre a sociedade, e não sobre os namoros que não deram certos. Uma prova disso é a banda Dead Fish, típicos rockeiros engajados e prontos para mostrar aos fãs a realidade de uma sociedade brasileira, porém, não são "bons" para a mídia, não são comerciais.

Creio que a sociedade reflete o que escuta, dessa forma, hoje transparece na sociedade brasileira (ao meu ver) um grande grupo de adolescentes que enxergam apenas rosas e arco-íris, e deixam de lado o que realmente merece atenção. E assim, apenas cresce mais e mais o número de bandas que buscam apenas um grupo de fãs, algumas capas de revistas e uma grana fácil.

Muitos já viram que é preciso dar uma nova cara ao cenário rock, não só do Brasil mas de vários países do Mundo. A banda Pitty, por exemplo, (acredito) que fez o novo álbum pensando na inovação, sair de certos estilos (que prefiro não citar) mas que muitos andam querendo se enquadrar. O CD Chiaroescuro, ao meu ver, ressuscita um estilo mais antigo de rock, e muda completamente a pegada do últimos álbuns. Talvez por isso muitos admiradores dos CD's Admirável chip novo, Anacrônico e [DES]concerto não se agradaram muito com Chiaroescuro.

No entanto, considero essencial essa mudança da banda, busca por inovação, mesmo que não agrade a todos. O que me deixa abismada é que muitos, ao invés, de usarem o direito de falar na mídia para revelar letras que realmente valham a pena ser apreciadas, usam desses meios para dizer coisas irrelevantes. Porém, mesmo que eu não me agrade com o que vejo as pessoas escutando, de nada serei contra. Pois assim como Voltaire disse, seguirei: "Posso não concordar com nenhuma palavra que você disser, mas defenderei até a morte o teu direito de falar".
E que assim seja, liberdade de expressão.



Magalli Souza

2 comentários:

  1. POstagem um "pouquinho" grande né, acho difícil alguém ler por completo, espero estar errada!

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  2. Eu li inteira!
    E olha só:
    O cenário da música está assim, mas acredito que seja só mais uma fase, novas bandas estão chegando pra mudar , não podemos julgar isso como ruim, apesar de - na minha opinião ser - pois assim como tudo possui fases não é diferente no cenário musical.
    A fase EMO, em certo grau vai deixar alguns bens à música.
    Talvez daqui a algum tempo possamos descobrir o quê.

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