segunda-feira, 2 de março de 2009

Todo conhecimento é válido?


Procurar especializações profissionais está se tornando rotina em nossa vida, tudo porque o mercado de trabalho fica mais exigente e rigoroso a cada dia, e para conseguir uma inserção nesse meio tão disputado é preciso ter um diferencial, ser preparado e QUALIFICADO.


No entanto, é válido lembrar que nem todos os tipos de qualificações são benéficas. Hoje em meu primeiro dia de aula no curso técnico escutei de um professor,uma frase que realmente têm sentido: -Ter uma "pilha" de diplomas, das mais diversas áreas, não te tornará uma pessoa preparada para o mercado de trabalho.


Ser versátil é essencial para uma vida profissional estável, mais isso não quer dizer que é preciso ter um aprimoramento de todas as profissões possíveis. Ter um diferencial não se resume um conhecer tudo, mas sim o máximo da área em que se quer atuar, para exercer da melhor forma possível sua escolha e não ser um profissional frustrado, com muitas áreas e pouco conhecimento das mesmas.


Saber um pouco de tudo é bom, pois é dessa forma que descobrimos o que realmente queremos exercer, entretanto, ter conhecimento do que NÃO queremos ser é significativamente mais importante. É claro que sempre haverá indecisões, mas o relevante é que a construção do conhecimento é feita ao longo da vida e não em acúmulo de tarefas.


É perceptível que as escolhas profissionais interferem diretamente na vida pessoal de cada ser humano. Logo, ser decidido é o primeiro passo para alcançar o que o mercado de trabalho espera, o diferencial.



Magalli Souza

Um comentário:

  1. a proposição "todo conhecimento é válido" é falsa. Tal pode ser justificado formalmente via uma constatação da existência de proposições equivalentes. Tais proposições surgem devido a uma certa maldita característica da linguagem natural: as várias maneiras diferentes de se falar a mesma coisa. Sendo {Li} uma família de livros quaisquer, com certeza existirá proposições equivalentes, e de certa forma o "conhecimento" apreendido ao ler-se tais livros pode ser reduzdo a um certo punhado de proposições, sendo que tais restantes não são necessáras. Afinal, qual a pessoa em sã consciência que estudaria, por exemplo, as várias maneiras que o conceito "célula" aparece em livros espalhados pelo mundo?

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