segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Quarentena

Eu estou bem, não se preocupe. É que os dias andam tão devagarinho que eu acabo sendo levada como uma pluma flutuando entre rajadas leves de vento. É como se eu estivesse em quarentena, num momento breve, mas eterno de descanso. Não sei bem, mas acho que a morte deve ser parecida com essa sensação de ficar guardada em algum cantinho, com um livro bom entre as mãos e uma rede de balançar. 

Eu preciso de momentos como esse. Eu sou uma pessoa estranha. Depois dos períodos de rotina, preciso aquietar em alguma brecha largada de tempo . É o momento onde vou me reconstruir  para voltar ao mundo com as energias vibrantes. Atualmente, nem tão vibrantes assim. 

Gosto dessa temporada de sonos longos, pensamentos repaginados e risadas frouxas. Me sinto escutando minha música favorita em looping eterno. Consigo escrever tudo o que brota da minha mente nas horas mais improváveis do dia ou da noite. Nada me escapa. Penso na vida, em prováveis soluções para meus problemas, em quem eu queria ser quando criança. Em quem eu penso ser agora. 

 A parte ruim dessa espécie de quarentena planejada, é que não fico privada de pensamentos ruins e pessimistas. Acabo pensando em coisas tristes e me acostumando com isso.  Vai ver a vida é assim, não há descanso sem distúrbio. E, ao se aproximar o fim dessa quarentena, o tempo se mostra tão propício a uma nova fase de repouso, que eu começo a vida sem vontade alguma.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Chato pra caralho

Mais um ano começou. Fique atento. Saiba que se você ainda não tem planos, não é a hora de dizer que este será o "seu" ano. Planos só começam quando outros acabam, é uma continuidade. Se você ainda está no primeiro, então não seja tão seguro de si, apenas dedique a sua vida para que ele dê certo, senão, não haverá uma sequência digna a seguir. Contudo, o ano pode ser bom mesmo sem planos. Apenas, se deixe levar. Não seja um imbecil perdido na vida. Seja um perdido procurando viver.


Não diga baboseiras do tipo "vou aprender com os meus erros", quem diz isso, é porque, deveras, não aprendeu nada com as merdas que fez e, provavelmente, continuará a fazê-las. E não espalhe para os quatro cantos que vai excluir certas pessoas do seu ciclo social. Se você realmente quisesse fazer isso, pararia de jogar indiretas pelas redes sociais e encararia a pessoa de frente. A covardia do século XXI é mais do que vergonhosa. 


Se você se sente um idiota no meio de alguns amigos, então assista a filmes, leia livros, escute música e escreva. Escrever para si mesmo é a melhor das terapias. Mas converse. Converse com seu amigos, com sua mãe, com pessoas não tão próximas. Com o tempo, você vai se conhecer melhor. E se a meta da sua vida é encontrar um amor, então nunca desista. Mas, lembre-se, existem tantas formas de amor, milhares delas, aprenda a reconhecê-las.


Saiba entender a particularidade das pessoas, elas não são iguais. E pare de procurar defeito nos outros. Se uma relação não vai bem, mesmo com esforços, não tente provar que a outra pessoa tem problemas ou está errada. Apenas aceite que pessoas com rumos diferentes na vida, nem sempre conseguem se entender.  E principalmente, cresça, não pare no tempo. Imaturidade, falta de noção e blá blá blás cansam!

Saiba reconhecer quando você está sendo um filho da puta ou um sacana. E se  você quer saber a verdade, eu não acredito que ninguém comece o ano seguindo uma lista de coisas a serem feitas e coisas a serem deixadas para trás.  Nós todos nem sabemos com o que iremos lidar. Na melhor das hipóteses, não siga regras.  E sim, quando você escolhe não seguir regras, você está, na verdade, seguindo uma regra.







Magalli Lima

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Percepções





O quarto escuro, com poucas brechas de luz, avisa que já hora de se levantar. Acordado ele já estava desde a madrugada, pois o barulho da janela atravessou o seu sono. Mesmo assim, permaneceu deitado, sem coragem para olhar a hora, até que o celular apontou às 7h da manhã. Não havia ânimo, vontade e nem objetivos para enfrentar aquele dia. Era só mais um dia, cansativo como todos os outros.

Puxou o cobertor para o lado, respirou fundo - como se estivesse numa preparação para enfrentar uma guerra - e ficou de pé. Foi uma noite quente, e as noites quentes costumam sugar a força de qualquer ser, até mesmo do cachorro de estimação que nem se atreveu a latir cedo para acordar a todos da casa. Na ida ao banheiro percebeu que uma teia de aranha havia atravessado a porta. "Nem mesmo a aranha nojenta conseguiu dormir".

O reflexo no espelho mostrava as feições de uma pessoa acabada. Suado, com olhar sofrido e marcas de insônia. Só escovar os dentes não resolveria aquela aparência, então tratou de tomar banho. Banhos sempre são bons, revigoram, mas aquele chuveiro era assustador. Havia um fio desencapado que sempre soltava faíscas enquanto a água caia. Todas as vezes que ele olhava para cima sentia a sensação de que o chuveiro falava: Eu posso te matar em segundos, seu idiota!

Morrer eletrocutado dentro do banheiro deveria ser uma morte dolorida, já que, choques parecem ser aterrorizantes. Mas a pior parte era mesmo morrer pelado. Vergonhoso. Por isso, ele sempre se apressou no banho, no máximo cinco minutos debaixo da água e já sai num pulo do box. Sente como se estivesse driblado a morte, estilo o filme “Premonição”.

Saiu do banheiro ainda nu. Apesar de achar que morrer pelado era vergonhoso, andar sem roupas pela casa era deslumbrante e dava a sensação de liberdade. O cachorro, ainda deitado, olhou para ele como se quisesse dizer “seu corpo de passarinho desnutrido me enoja”. Mas não importa, cachorros não falam, só pensam. E enquanto só pensarem continuarão a ser os melhores amigos do homem.

Ele foi para a cozinha procurar algo para comer. O pão de forma estava vencido há uma semana, mas ainda dava para aproveitar.  O leite era desnatado, tão sem gosto e ralo que parecia ter vindo de uma vaca desnutrida e anêmica.  Enquanto preparava o pão, a mãe chegou à cozinha e levou um susto ao ver o filho. “Meu filho, o que você tá fazendo pelado na cozinha? Que coisa horrível!!!”. 

Esperou o café forte da mãe ficar pronto, bebeu e foi logo para o quarto colocar uma roupa. Hoje é dia de encontrar a namorada antes da aula. Então, nada de usar blusas sujas, calças velhas ou o all star furado. Passou perfume, desodorante, pegou a mochila, o boné e saiu.  Na rua, ligou para ela: “Oi, tudo bem linda?... Já to chegando, onde você tá?.... Tá bom, até mais, beijo”. Desligou o celular e ficou pensativo. “Será que ela tá chateada comigo? Me tratou mal”

Os passos começaram a ficar lentos. E a única conclusão a que conseguiu chegar foi: “Ela vai terminar comigo, droga!!! Eu juro que me mato se ela fizer isso. Eu morro eletrocutado no chuveiro, de roupa é claro”. Inconformado, continuou andando devagar. Agora precisava de argumentos para que a namorada não terminasse com ele. Ou, tinha também a opção de tentar descobrir porque ela, afinal, iria querer terminar o namoro (?).

Pensou. Não conseguiu chegar a uma reposta sequer, pois ele mesmo se considera um bom namorado. Aprendeu a tocar vilão só para ela, está sempre disposto a conversar, sabe de tudo o que ela mais odeia, e o que mais ama também. Sempre lhe presenteia, a leva para sair, não é pegajoso e já disse um "Eu te amo" por três vezes, mesmo sem ela responder nada. 

Sentou-se no ponto de ônibus onde os dois combinaram de se encontrar. E os pensamentos continuaram a fluir. Recordou-se da vez em que compôs uma música para ela, e só recebeu um "obrigada" e um beijinho no nariz. Do dia em que foi conhecer o pai dela e foi surpreendido com a frase: "Pai, esse aqui é meu grande amigo". E também da noite em que escutou ela conversando com a amiga e dizendo que estava enrolada com um "cara aí".

"Droga, ela é uma vadia sem coração e eu sou um idiota cego!". Ela nunca se importou com ele, nem sequer se preocupou em chegar na hora certa, já estava atrasada há dez minutos. Vive com aquele ar de superioridade como se quisesse dizer "Eu sou muito melhor que você, portanto EU mando nessa relação". Ele, definitivamente, estava inconformado e revoltado com as conclusões.

Quando percebeu lá vinha ela, na esquina. Com aquele sapato irritante que faz barulho, aquelas unhas pintadas com cores vibrantes e brochantes e a maldita bolsa de flores, que nunca-cabe-nada-dentro. O jeito de andar se igualava a um cachorrinho chihuahua e, quando ela se aproximou, surgiu o cheiro horrível do perfume de vômito azedo que ele sempre odiou. 


Não era possível que aquele "ser" pudesse COGITAR a ideia de terminar o namoro com ele. "Quem ela pensa que é? EU é quem mando nessa relação hipócrita!". Afinal, em toda a relação sempre tem um que se destaca mais que o outro. Um é sempre o que encanta, o outro é quem foi encantado. E adivinha quem ele queria ser? Bom, o resultado foi um tapa na cara (dele, é claro) quando ela ouviu a frase: Você é insignificante para mim!


E depois do tapa ele se manteve intacto. Ela? A essa altura já estava na outra esquina chorando sem entender nada. Os dois nunca mais aconteceriam. E quando ele olhou para o lado viu uma coruja na árvore o observando com os olhos arregalados, era como se ela dissesse: Rancoroso mal amado. As corujas são assustadoras, mas são seres sábios, portanto era melhor recolher-se à própria insignificância e correr para aula.




Personagens:
Ele
Ela
A mãe
O cachorro
A aranha
A coruja






quinta-feira, 20 de outubro de 2011

“Há tempos tive um sonho. Não me lembro”

Um dia quando ela acordou o mundo já havia caído. O céu não era mais azul, e o violeta que reluzia nele era inesquecivelmente mais bonito. As ruas quase desertas ainda abrigavam alguns que, como ela, acreditavam ter ficado para trás. Mas, apesar do espanto, a sensação era de repouso, descanso.

Não surgia em nenhuma estrada deserta um rosto conhecido. E, mesmo com toda a calmaria, os pássaros não rondavam mais o vento. Ela perguntou para o senhor ao lado o que estava acontecendo:

– Ficamos para trás.   

Foi só uma frase dura e clara. A mente entendeu, mas os olhos não, eles ainda percorriam todos os pequenos cantos em busca de alguém. Não importavam as circunstâncias, ela só queria alguém com quem dividiu momentos bons enquanto o céu ainda era azul. Era um lugar tão sereno, dava para se viver tranquilamente ali, mas alguém teria de aparecer.

Andou por algumas horas. Encontrou alguns senhores simpáticos sentados à beira das calçadas, esperando suas senhoras. E mesmo depois de procurar tanto, os pés ainda persistiam em caminhar. Na casa amarela morava a amiga de tantos e tantos anos atrás. No portão de ferro era o primo estranho que lá ficava.

Voltou para a casa.

Lá os quadros, as roupas e os livros lhe lembravam a todo o momento que ela nunca viveu a própria vida sem aqueles personagens tão leais e lindos que se chamavam Família. Deitou-se no sofá, a tarde parecia ser eterna, uma tarde-eternal. Talvez a noite não chegasse mais.

Depois de tanta espera, ela finalmente aceitou, eles não iriam voltar. Eram perfeitos demais, sinceros, francos e honestos. Se realmente existisse alguém por cima das nuvens ele já havia tratado de buscá-los. Não perderia essa chance. E antes que a própria mente lhe perguntasse o porquê de ter ficado para trás, ela se levantou. Colocou uma música para tocar, aumentou o som a todo o volume e dormiu.

“E nossa história não estará pelo avesso. Assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas para contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás, apenas começamos.
O mundo começa agora. Apenas começamos
(Metal contra as nuvens – Legião Urbana) 
15 anos sem Renato Russo
  

sábado, 8 de outubro de 2011

Eu, por mim mesma

Minha mente me avisou da ausência que paira em mim mesma, sinto falta de me olhar no espelho, de observar minhas mudanças, das noites aconchegantes de sono depois das leituras profundas. Sinto a necessidade de escutar minhas músicas, de conversar com meus amigos, de observar minha própria vida e julgar os meus atos tão calculadamente pensados e perdidos.

Por um breve momento, quis me enganar em achar que essas minhas "saudades" são apenas prazeres pequenos e bobos. Mas, a verdade, é que cada um desses "minúsculos e irrelevantes" desejos formam a pessoa que sempre fui, apaixonada pelos pequenos detalhes e prazeres, como deitar no sofá, no escuro, e pensar sobre as coisas mais tolas da mundo.

Tentei procurar motivos para provar a mim mesma que não sinto tanta falta da minha essência, e foi aí que percebi: parei de escrever para mim, abandonei meu blog - o primeiro lugar em que consegui por em prática uma parte do que sinto e penso - depois disso, a única coisa que posso fazer é admitir, eu não estou sendo eu por completo, e isso arde como um arranhão contínuo na pele.

Tenho vivido como uma zumbi, andando, olhando, estudando, trabalhando, comendo e esperando noites de sono medíocres e vazias. Viver se resume em uma rotina que, na maioria do tempo, me faz sentir raiva, repulsa, desgosto e desprezo. Nada me agrada, tudo é insignificante e sem objetivo. Na maioria do tempo tento ser alguém comum, mas como? eu não acredito em nada, em quase ninguém, em nenhuma divindade e isso já me torna um ser estranho.

Quero mesmo é largar tudo isso, redescobrir os prazeres que me faziam deixar a vida  correr comigo. Eu quero ter tempo para cantar, sonhar, escrever, traçar minha vida e por meus planos em prática. Nunca quis tanto voltar no tempo, voltar a ser criança, mudar alguns rumos, ajeitar outros e não me perder nessa trajetória.

domingo, 7 de agosto de 2011

O Vômito

Essa vontade amarga que não cessa de azedar a vida. A dor que vem e empurra tudo, mas freia no meio do caminho. O cheiro que impregna na pele e me torna estranha. Uma sensação de nojo, um mal-estar acompanhado do desejo vão de limpeza, só o desejo. E quando se libera me traz a vergonha e afasta-me da realidade de viver os sonhos.




por Magalli Lima

sábado, 23 de julho de 2011

A música entra em luto


Não há do que reclamar, não adianta lhe pôr defeitos, lhe julgar diante do erros, das quedas, do vários tropeços. O resultado está diante dos nossos olhos, e não falo da trágica morte da brilhante Amy Winehouse, mas, falo da herança espetacularmente linda que ela nos deixou: Sua música, sua voz, suas frases bem formuladas, seus versos de amor pessimista. O ritmo que foi ressuscitado diante de nossos olhos. Não importam as drogas, o álcool, o amor perdido ou a morte precoce, pois, nada disso ofusca a grandeza dessa artista que se foi, mas deixou sua marca, e que marca! Coisa que nós, simples e miseráveis seres ouvintes da música, não deixaremos.

É nosso carma, ver grandes artistas nascerem, se tornarem ícones, estrelas, amores e... partirem, nos deixando a certeza de que esse mundo não é o suficiente. Foi assim com tantos outros, e agora chegou a vez de Amy. Acredito serem eles muito mais do que "drogados inconsequentes", foram brilhantes demais para aceitarem toda essa monotonia de vida "real". Extravasaram, viveram, sofrerão e se foram. O que Amy queria ela conseguiu ser, a fantástica Amy que esperou o contrato com uma grande gravadora para viver incessantemente sua vida. Escrevou, cantou, vendeu milhões de discos, ganhou prêmios, fez centenas de shows, encontrou seu ponto fraco e se foi. 

Ser artista não lhe priva dos defeitos, dos erros e da podridão de ser um homem. Portanto, me recuso a ler e a ouvir comentários medíocres e egoístas que expressam repulsa pela cantora, devido à morte por overdose. Se você quer realmente pagar de moralista sabidão, então leia isso primeiro. Não se limite a tanto egoísmo. Minha singela homenagem à Amy não passa deste texto, dos álbuns que escutei o dia todo e do nó na garganta em saber que a música perde essa grande cantora. Uma artista que eu vi aparacer por meio da mídia, e morrer diante dos flashs e notícias cruéis e destrutivas que os jornais abordavam.

Este seria o grande ano de Winehouse, ela estava em preparação para o lançamento do terceiro albúm, iniciou uma turnê mundial que prometia sua melhora. Veio ao Brasil e fez seu primeiro show vestida de branco, onde anunciava sua mudança, sua tentativa. Em todos os shows seus erros eram mais focados que os acertos. Subir aos palcos tornou-se um desafio. Hoje, as mesma figuras que dizem que ela "achou o que queria", fazem parte da "manada" que só observavam suas quedas.  

Voz tocante, rouca, grossa, com sotaque londrino. Gritos que faziam gemer a alma, e letras que nos estremeciam o peito. Essas são as lembranças vivas que Amy deixou para a música. E a falta que fará será imensurável, ela sabia de seu potencial. Na verdade, o que a levou não foram as drogas, mas o amor doentio que supriu pelo ex-marido Blake. Hoje aguardo ansiosa, triste e angustiada pelo derradeiro álbum de Amy Winehouse que a gravadora, sem dúvidas, lançará. Escutar as músicas de um cantor que está vivo e tem muito a contribuir para o cenário musical, é totalmente diferente de escutar esse mesmo cantor e saber que ele já se foi. É essa a sensação deste sábado que, sem esperar, será eternamente marcado pela morte de uma das cantoras mais surpreendentes que o mundo viu atualmente.



O Amor É Um Jogo de Azar

(Love Is A Losing Game)

Pra você eu fui um caso
O amor é um jogo de azar
Cinco andares se incendiaram quando você me amou
O amor é um jogo de azar

Como eu queria nunca ter jogado
Oh, que estrago nós fizemos
E agora o lance final.
O amor é um jogo de azar

Desgastado pela banda
O amor é uma aposta perdida
Mais do que eu poderia aguentar.
O amor é uma aposta perdida

Declarado... intenso
Até o encanto se quebrar
e notar que você é um jogador.
O amor é uma aposta perdida

Apesar de estar bastante cega
O amor é um resignado destino
Lembranças denigrem minha mente.
O amor é um resignado destino

Acima de inutéis expectativas
ridicularizado pelos deuses
e agora o lance final
O amor é um jogo de azar



Sábado, 23 de Julho de 2011, Amy Whinehouse se vai e junta-se aos grandes artistas dos 27 anos.

por Magalli Lima